14 de nov. de 2009

Campeonato Brasileiro 2009


Ahhhhhhhhhhhhhh, Campeonato Brasileiro 2009!!! Deixou gostinho de quero-mais para todo mundo. Kate Mahoney 4-way team foi vice-campeã na categoria feminina... mas só dois saltinhos validaram a competição. Por isso, a diferença entre o terceiro e o segundo lugar e entre o segundo e o primeiro lugar foi de um ponto apenas!!! Quem sabe em 2010 conseguiremos, todos os times femininos desse Brasil, contar com mais rodadas para disputar a medalha de Ouro e um lugar garantido para o Mundial com mais adrenalina...
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Claro que um salto só valida uma competição, mas para quem treinou o ano todo, valeria a pena subir e descer das alturas, girar blocos, concretizar os gripes e sentir a vibe do salto por mais tempo... com mais segundos de queda-livre. Para um paraquedista, quanto mais saltos melhor :-)
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Obrigada Bellas e Ladies porque sem vocês não existiria Categoria Feminina, sendo necessário pelo menos 3 times para validar essa competição. E que em 2010, mais times formados por mulheres apareçam, quem sabe até a Categoria Feminina de 8-way. Por que não? Basta acreditar! A mulherada não ficou atrás dos demais times mistos do intermediário e isso prova que viemos para ficar. Agora é focar nos treinos...
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Blood in the Eyes! ;-)
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Foto: Nacho Ojeda, Campeonato Brasileiro 2009, Cabo Frio/RJ.

12 de mai. de 2009


Kate Mahoney é o nome do time brasileiro de paraquedismo formado somente por mulheres: uma união apimentada de pessoas fortes, comprometidas e que levam muito a sério suas conquistas e objetivos, pois têm paixão pelo que fazem!

Bia: Outside Center e Capitã do time
Carla: Back
Lize: Inside Center
Tati: Front

Daniel: Cameraman
Ziara: Coach
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Ok, Kates, Go!
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Por que Kate Mahoney?

Porque todas são fanáticas pelo antigo seriado "A Dama de Ouro" (LadyBlue), no qual Kate Mahoney era uma policial bastante temida, “durona”, que combatia impetuosamente os crimes com sua Magnum 357, mas sem deixar de lado o seu vibrante e poderoso batom vermelho ;-)

O que elas treinam?
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A modalidade que elas treinam é chamada de Trabalho Relativo. O objetivo é realizar o maior número possível de figuras em 35 segundos durante um salto. São quase 40 tipos diferentes de coreografias que precisam ser memorizadas para apenas algumas serem sorteadas durante uma competição, variando de acordo com a experiência dos times.

Bia: Outside Center - Essa posição divide parte das responsabilidades com o Inside Center. Ela ajuda a fornecer segurança e solidez para o Front e Back. Um Outside Center deve ser mentalmente sensitivo, ágil, consistente e usualmente ele sai do lado de fora do avião.

Carla: Back - O Back é o “atacante”. Ele faz muitos gripes (um gripe é quando alguém segura em alguém. De gripes são feitas as figuras, ou pontos, e que por sua vez são validados somente quando todos realizam o movimento completo). Devido a esses longos movimentos, o Back é freqüentemente o último a chegar. Por isso, ele deve ser mais rápido para evitar que fique para trás.

Lize: Inside Center - O Inside Center é a posição de “zagueiro” do time. Ele se move menos do que as outras posições e gasta a maior parte do tempo dando cobertura à equipe. Um Inside Center precisa ser mentalmente esperto, preservando a atenção do time inteiro em todos os momentos e deve lembrar-se de manter a calma e o foco.

Tati: Front - Esse jogador deve ser ágil e preciso. Ele gasta a maior parte do tempo olhando para fora do centro da formação e esperando o contato dos demais jogadores. O Front voa sozinho e orbita em volta dos demais em determinadas figuras compostas de giros. Velocidade é o primeiro requisito para quem está nessa posição, seguido de precisão.

Quem são?

Bia é Professora de Artes Marciais e mãe da Helena e do Alê! Lidera os aquecimentos e mantém o lado "zen" do time. Para a Bia está sempre tudo bem e para tudo se dá um jeito porque não existe salto ruim, existe salto engraçado!

DEPOIMENTO DA BIA
“Meu primeiro salto foi em 2000. Eu fazia faculdade de Educação Física e tinha um colega e amigo muito especial que já era paraquedista. Ele e outros amigos viviam me chamando para ir saltar. E eu nunca ia, achava isso algo fora do comum e extremamente perigoso. Mas adorava as imagens que eles me mostravam e por vezes pensava que aquilo era efeito especial, sonho, mas longe de ser realidade. Até que me separei e fiquei sofrendo muito de amor. E eu não tinha nada a perder! Queria fazer algo que realmente me completasse e fizesse meus olhos brilharem novamente, com muita intensidade. Então, o convite apareceu novamente, eu criei coragem e fui com meu amigo fazer um salto duplo em Piracicaba. A partir daí, toda vez que eu assistia ao meu vídeo, eu pensava: nossa, eu fiz mesmo aquilo?"


Carla é Médica e grande guerreira! Ela sabe o nome de cento e cinquenta mil ossos do corpo, mas vive esquecendo a figura representada pela letra "O"! Mas ela é o mimo das Kates!! A caçula que cuida da vida das pessoas durante a semana e, nos treinos, cuida da saúde do time!!! Quem é que nunca pediu uma consulta para ela fora de hora?!?!?

DEPOIMENTO DA CARLA
“Meu primeiro contato com o paraquedismo foi bem longe do Brasil. Em 2006, fui à Nova Zelândia para fazer um curso de inglês junto com uma amiga. E como sempre gostei de experimentar novas sensações, fiz um salto duplo e fiquei apaixonada pelo visual e pela emoção durante aquele curto momento. Em segundos, pude perceber porque os passarinhos cantavam, e desde então, essa experiência nunca saiu da minha cabeça. Voltei ao Brasil e coloquei uma meta em minha vida: fazer o curso e virar paraquedista. Isso aconteceu em 2007 e eu cumpri os objetivos de cada salto até o fim. O engraçado é que o primeiro salto solo (após finalizar o curso), a gente nunca esquece. E é claro que sempre têm os mais experientes e engraçadinhos que ficam olhando para você com cara de preocupados dentro do avião. Mas isso não era problema para mim. A porta abriu, o frio na barriga aumentou, mas quando eu saltei e senti aquele vento em meu rosto, a satisfação foi muito grande.”

Lize é Diretora de Esportes e País. “Vamos fazer a coisa acontecer, vamos evoluir!”. Ela fala brincando, mas o time sabe que é sério porque a Lize tem determinação para tudo na vida! Difícil é ter fôlego para acompanhar tanta energia!!! Além disso, faz as kates morrerem de rir com suas piadas.

DEPOIMENTO DA LIZE
“Eu sempre tive medo de altura. Nunca suportei sequer ficar muito perto da varanda em andares muito altos. Mas assim como a Bia, estudei com um paraquedista durante a minha faculdade de Propaganda e Marketing. Eu assistia aos vídeos feitos por ele e ficava louca de vontade de estar presente ali. Mas achava algo extremamente impossível para mim. Até que em 2001, decidi fazer um salto duplo sem filmagem e quando pousei, eu não queria nem olhar para a cara do instrutor. Naquele dia, não consegui dormir, tive pesadelos: sonhava que estava caindo num abismo! No dia seguinte, fiz outro salto só para poder filmar e mostrar para os amigos. Lá fui eu passar por tudo aquilo de novo! E por incrível que pareça, a segunda vez foi mágica! Respirei fundo e pensei comigo em queda-livre: eu posso voar sem asas. Que animal isso!!!!! Uhuuuuuuuuuuuuu!!!"

Tati é Advogada e também é apaixonada por motovelocidade. Autenticidade e irreverência são marcas registradas por onde passa. E o que dizer das performances hilárias dentro e fora do avião? Pois é, ninguém segura essa garota! Nem mesmo os marmanjos corredores de moto que não conseguem alcançá-la na pista!!

DEPOIMENTO DA TATI
"Sempre gostei de coisas radicais. Com 9 anos de idade, eu pulava de uma ponte com um vão de 12 metros até a água: minha diversão predileta!!! Mas como eu morava numa pequena cidade do interior do Paraná, distante da capital, não tinha acesso nem oportunidade para fazer esportes fora do comum... Em 1995, apareceu finalmente um curso de paraquedismo por lá. E apesar do medo de altura (que incrivelmente até hoje eu não superei), não pensei duas vezes para me inscrever e encarar essa novidade!!! Até os 40 saltos, eu me perguntava "o que eu estou fazendo aqui?". Mas no fundo, no fundo, eu sabia que não pararia: NUNCA! Mesmo com toda a dificuldade financeira e de "logística" que eu enfrentei, continuo nas alturas: para mim, paraquedismo é uma filosofia de vida... então não dá para imaginar a minha vida sem o paraquedismo!"


Daniel é gerente em uma empresa aérea, guitarrista de uma banda de punk rock e paraquedista desde 2006. Ele é o cameraman do time e o queridinho das Kates!! Elas sabem que o Dani é "o cara"! Ele é o responsável pelas imagens dos saltos e sua garra e serenidade são fundamentais para registrar o desempenho das Kates em queda-livre.

Ziara é empresária e é a treinadora oficial do Kate Mahoney 4-way team. É recordista brasileira e recordista mundial de formação em queda-livre, base-jumper, possui um time de 4-way e voa muuuuuuuuuuuuuuuito!!!!! Sua forma de liderar é super importante para a evolução das Kates. Ela é admirada e é a referência de todas. Sua experiência motiva e "alimenta" o espírito de equipe e o otimismo.
O que é Trabalho Relativo?

Essa é a mais antiga e mais popular das modalidades. O objetivo num salto de TR (Trabalho Relativo) é fazer o maior número possível de figuras, escolhidas aleatoriamente. O vôo acontece com a barriga voltada para o solo, por isso é chamada também de “belly-fly”. E assim como em muitos outros esportes, cada membro do time assume uma posição em particular. E cada posição, ou “slot” como é mais freqüentemente chamado, tem uma responsabilidade em particular, usando uma determinada habilidade e força. O Inside e o Outside Center formam a base (o centro). Essas pessoas são responsáveis pela razão de queda (velocidade) e pelo "eixo" da formação. O centro deve voar sólido, próximo e confiante. O Front e o Back estão sempre olhando para o centro e esperando o momento certo para realizar seus movimentos.